Sunday, November 12, 2006

Não vou embora pra Passárgada

Nem pra nenhum outro lugar, não tenho um amigo rei. Tenho que tentar me arranjar por aqui mesmo. Viver no Brasil não é fácil, têm seus inconvenientes; agora mesmo, depois dos resultados dessa eleição, não é fácil. Não é uma decepção partidária, é política. Não é porque reelegemos um presidente sem condições - prefiro nem entrar no mérito das condições que acho que faltam a Vossa Excelência -, mas porque reelegemos a maioria dos suspeitos, dos envolvido no escândalo do mensalão.

O povo têm olhos, mas não vê; tem ouvidos, mas não ouve. Como diz o mote popular, o pior cego e o pior surdo são aqueles que fecham os olhos e tapam os ouvidos para a realidade. Entrarmos numa moral tipo vale tudo, ou tipo rouba, mas faz, não parece ser o caminho mais acertado. Ou até numa política tipo toma cá e dá lá, onde se troca o voto por vantagens que só geram o atraso.

Até quando vamos viver nessa política de coronelismo, de dependência do "paizinho", do salvador da pátria. Que povo é esse que não acredita e não coloca fé em si, no seu trabalho? Mesmo assim não vou embora pra Passárgada, pois não sou e nem quero ser amigo de rei...

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