Tuesday, November 21, 2006

Discussões infrutíferas

A filosofia é pródiga em conselhos para ois dois lados, dizendo ora que se deve, sim, defender as nossas idéias, ora que se deve exercitar a tolerância e não entrar em discussões inúteis. Ter uma idéia e não defendê-la é não tê-la, é abdicar dessa idéia, dizem os partidários do bloco contrário. O verdadeiro sábio não busca a verdade dentro do outro, mas a cultiva dentro de si. Não promover o bem é exaltar o mal...

Como se pode ver a discussão sobre o tema é interminável. Talvez o ponto fulcral desse tema seja a constatação de que buscar a perfeição no imperfeito é tarefa impossível. Busca-se o melhor sabendo de antemão que o ideal não está ao nosso alcance, não existe.

Você pode achar que o assunto é muito teórico, insípido, até desnecessário. Analisando o quadro em que vivemos no país, só para dar um grave exemplo, qualquer um constata que a segurança pública chegou ao caos atual, não pelos problemas sociais ou educacionais do país, mas pela mentalidade da nossa legislação. Buscou-se proteger o indivíduo, o que não é errado, mas abandonou-se o coletivo.

Em prol das chamadas liberdades individuais sacrifica-se a manada. Em prol dos maus, morrem os bons. E nossos pensadores não conseguem ver a clara inversão de valores que essa teoria carrega. Agem como se tudo estivesse certo e ajustado. Agora há pouco os juízes promoveram congresso e apontaram alguns pontos para o estado de coisas em que se encontra a segurança. Entre elas estava a constatação de que a lei é frouxa e inadequada.

Sunday, November 12, 2006

Não vou embora pra Passárgada

Nem pra nenhum outro lugar, não tenho um amigo rei. Tenho que tentar me arranjar por aqui mesmo. Viver no Brasil não é fácil, têm seus inconvenientes; agora mesmo, depois dos resultados dessa eleição, não é fácil. Não é uma decepção partidária, é política. Não é porque reelegemos um presidente sem condições - prefiro nem entrar no mérito das condições que acho que faltam a Vossa Excelência -, mas porque reelegemos a maioria dos suspeitos, dos envolvido no escândalo do mensalão.

O povo têm olhos, mas não vê; tem ouvidos, mas não ouve. Como diz o mote popular, o pior cego e o pior surdo são aqueles que fecham os olhos e tapam os ouvidos para a realidade. Entrarmos numa moral tipo vale tudo, ou tipo rouba, mas faz, não parece ser o caminho mais acertado. Ou até numa política tipo toma cá e dá lá, onde se troca o voto por vantagens que só geram o atraso.

Até quando vamos viver nessa política de coronelismo, de dependência do "paizinho", do salvador da pátria. Que povo é esse que não acredita e não coloca fé em si, no seu trabalho? Mesmo assim não vou embora pra Passárgada, pois não sou e nem quero ser amigo de rei...