Sunday, April 23, 2006

Sabores de Ontem

Ontem foi o Dia da Terra, 22 de abril, data não pacífica já que existem grupos defendendo essa e o dia 21 de março - dia do equinócio da primavera no hemisfério norte - como datas mais apropriadas para celebrar o dia de mãe Gaia. Os que defendem o dia 21 de março, alegam que o dia 22 de abril não têm uma justificativa para sediar a data - esquecem talvez que o equinócio de primavera seja um evento do hemisfério norte - a terra é redonda!

Os que defendem o dia 22 de abril alegam o precedente histórico, ou seja, pensaram na data antes. Seja um dia, ou seja o outro, a terra não está sendo respeitada nem por um grupo, nem pelo outro - principalmente por este do dia 22 de abril, data que tem o aval do Governo dos Usa, país que tem sido o maior responsável pelo nível de poluíção do planeta.

Ontem também comemoramos o dia em que - dizem - Pedro Álvares Cabrasl aportou em terras brasileiras, o dia em que o Brasil foi descoberto no ano de 1500. "Uma terra linda e formosa" como relatou Pero Vaz de Caminha, em sua carta dirigida ao Rei de Portugal. Permanecemos, um pouco mais desmatados, ainda lindos e formosos 506 anos depois. Uma nação infante, uma nação que não amadurece e atinge a sua maioridade.

Ontem também perdemos o nosso Telê Santana, de tão boas recordações pela sua integridade, pela sua maneira reta de sempre fazer tudo na vida. Fica o exemplo do atleta, do técnico, do homem Telê Santana. Uma lembrança e uma gratidão, com os votos de que o Senhor receba em Seus braços esse filho querido.

Das coisas do governo eu prefiro não falar.

Saturday, April 01, 2006

Quinze minutos de fama?

Não haverá tempo nos tempos para os quinze minutos de fama de Andy Warhol ("In the future everyone will be world-famous for 15 minutes."). Nem é uma questão de filosofia, é uma questão de matemática, seriam precisos mais de 185.000 anos para dar 15 minutos de fama a cada habitante desse planeta. Mesmo multiplicando-se os meios disponíveis de tornar qualquer um famoso - os recurso de mídia -, ainda dá para ter uma idéia da grandiosidade do empreendimento.

Por isso não é de estranhar a filosofia de que "vale qualquer coisa para ficar famoso". Não estranhe, não, você acha a afirmação muito exagerada? Desses que hoje são famosos, muitos deles usaram esse estratagema para alcançarem a fama. Só para citar alguns, Xuxa já foi namoradinha de Pelé e atriz de pornochanchada; Luciana Gimenez é a mãe de Lucas, o filho de Mick Jaegger; Adriane Galisteu foi a namoradinha do nosso saudoso Senna.

Muitos desses famosos preferem, quando a fama chega, negarem o passado, enterrarem o passado. Funciona, o povo não tem uma memória lá muito privilegiada, tem memória fraca, acaba esquecendo muito rapidamente essas coisas. Por isso os famosos preferem dizer que "ralaram muito para chegar ao sucesso"; eu não duvido, "ralar" é um verbo de muitos significados.

Não estou de nenhuma forma tirando o mérito de quem alcançou e, mais importante, manteve a fama. Necessário se faz reconhecer que estar ou não disposto a pagar um preço pela fama é só uma etapa do processo; a mais complicada talvez seja a que vem depois: conseguir extender esses quinze minutos; isso vai depender de um bom marketing pessoal, vai depender de algo que não pode ser comprado: talento.